


Para mim motard é diferente de motoqueiro, ou pelo menos para mim, motoqueiro é o sinónimo desprestigiante do motard.
Não gosto dos motoqueiros, esses cromos com motos desportivas todas quitadas com escapes de alto rendimento (sonoro), que nos passam pela direita a 200 km/h (e depois queixavam-se de levar um encosto), que abancam na 24 de julho à noite a medir as motas como quem mede as pilinhas. Esta tribo irrita-me verdadeiramente.
Depois há os motards, pessoas que gostam de motas, de viajar, do companheirismo, que têm uma condução segura e preventiva (não, não ando sempre nos limites!! mas tento ter cuidado), que se aventuram estrada fora, qual cowboy no seu cavalo a atravessar as pradarias. Muito deste "fascinio" que tenho pelos motards, e pelas viagens de mota devo ao meu pai. Tinha eu 10 anos quando o meu pai comprou uma
BMW R69s e eu simplesmente fiquei fascinado com o bicharoco. Como não tinha idade para viajar à pendura deliciava-me com as histórias que o meu pai contava das viagens que fazia Europa fora. Uns anos mais tarde, já tinha corpo para não voar do banco traseiro, e fiz duas viagens com ele. Os blusões de cabedal, as malas, a velocidade, a sensação de liberdade, eram sensações mágicas para um puto de 16 anos.
Tive a minha DT50 e com ela rebentei um pé (coisa pouca mas fiquei sem surfar quase 5 meses), e decidi não tirar a carta de mota, para não arriscar mais uma paragem.
Hoje arrependo-me, pois quando me sento na Vespa imagino-me a viajar de mota Europa fora. Este Sábado ao deparar-me com 4 vespões todos artilhados com sacos de viagem, o bichinho mordeu... é possivel e divertido viajar de vespa!!
Tiro o chapéu a estes senhores das vespas, fizeram-me sorrir de orgulho.
Motards na verdadeira essência da palavra!
foto1: eu no primeiro contacto com a BMW
foto2: motards vespistas