

Há duas semanas nasceu a filhota do meu sócio, foram horas de espera mas acabou tudo bem.
Sábado foi a vez de um dos meus melhores amigos ser pai. Estive com ele na maternidade até às 4h da manhã e vivi de perto a angustia que é esperar até que a criança se decida a sair, neste caso até os médicos decidirem que era hora de sair.
Deve ser daquelas sensações que só quem vai ser pai sabe o que é. Deve ser do género "o 1º dia do resto das nossas vidas". O nervosismo, o salto cada vez que alguém sai lá de dentro, o estar sempre à espera de ouvir o nome nos altifalantes, as dezenas de cigarros fumados... Enfim não deve ser fácil para quem lá está dentro a fazer força (granda Nádia), mas também não o é (embora de maneira diferente) para quem espera cá fora.
No fim, a história acabou bem, a miuda estava impecável, a mãe cansada, o pai e os amigos trocavam choros, risos e abraços. É uma felicidade genuina!
No fim disto (eu que sou novato nestas andanças), o que continuo sem perceber é como é que há pais que simplesmente não ligam aos filhos, como não riem quando por os ver sorrir, como não os abraçam quando os vêm chorar...
Há pais que simplesmente, não o deviam ser, porque ser pai não é só fazer os filhos, é estar ao lado deles a vida toda dê por onde der.