
Há vários anos que passo na rua da escola politécnica e vejo estas duas pessoas sentadas à porta da Procuradoria Geral da República a protestar contra uma hipotética morte.
Resumindo e segundo o que parece, estas duas pessoas foram dadas como mortas, depois de terem amealhado uma pequena fortuna, fruto do seu trabalho.
Um dia constataram que os seus bens não existiam, e que o homem estava enterrado no alentejo. A mulher supostamente viuva, voltou a casar e também morreu (sim a está todos os dias na rua). A filha deles os dois desapareceu sem deixar rasto.
Eles juram que estão vivos, e eu acredito, pois ainda hoje os vi.
Há cerca de 15 anos que protestam diariamente, em dias de sol, de chuva, de frio, de calor. Montam a banca às 7h35 e saiem ao fim do dia. (persistência a mais para uma fraude, penso eu)
Admiro a sua persistência, mas se estão dados como mortos, não podem ser presos, se não podem ser presos, podem fazer o que quiserem, porque que eu saiba não há penas aplicáveis a mortos-vivos.
É tudo muito confuso.
No lugar deles, se eu estivesse vivo, mas tivesse sido morto, porque não iria matar quem me matou? :)