É provavelmente a praia mais conhecida na Ericeira e das praias mais conhecidas do mundo no que ao surf em Portugal diz respeito.
Tão conhecido como a praia é o seu surfcamp, propriedade do surfista Tiago Oliveira, onde hóspedes como o Edie Veder são clientes habituais e onde toda a gente é convidada a passar um bom bocado. Estão a ver os Pastéis de Belém? pois o surfcamp do Tiago tem o mesmo significado para aquela praia como os pastéis têm para a zona de belém.
Resumindo e para perceberem o que se está a passar, a Câmara Municipal de Mafra resolveu expropiar as terras do Tiago (sim foram compradas há muitos anos pelo próprio), para ali construirem um mamarracho que segundo eles é um espaço moderno e adequado às necessidades da Reserva Mundial de Surf. Ora bem, mas estes grandes otários da Câmara estiveram anos a fio a cagarem-se para o surf e para tudo o que se passava naquela praia, e agora que perceberam que o surf dá dinheirinho resolvem expulsar o dono daquelas terras para fazerem uma coisa com que nenhum surfista local concorda??
O Tiago conseguiu aguentar esta situação com uma providência cautelar, durante um ano, mas hoje chegaram os cães de fila, armados e com maquinaria dispostos a expulsarem toda a gente e a destruirem o camp.
Aguardamos pelo desfecho, que não se adivinha risonho para o lado do Tiago. O que também já começa a ser habitual, eles fazem o que querem, e nós ficamos a xuxar no dedo...
segunda-feira, 30 de julho de 2012
RIBEIRA D'ILHAS
É provavelmente a praia mais conhecida na Ericeira e das praias mais conhecidas do mundo no que ao surf em Portugal diz respeito.
Tão conhecido como a praia é o seu surfcamp, propriedade do surfista Tiago Oliveira, onde hóspedes como o Edie Veder são clientes habituais e onde toda a gente é convidada a passar um bom bocado. Estão a ver os Pastéis de Belém? pois o surfcamp do Tiago tem o mesmo significado para aquela praia como os pastéis têm para a zona de belém.
Resumindo e para perceberem o que se está a passar, a Câmara Municipal de Mafra resolveu expropiar as terras do Tiago (sim foram compradas há muitos anos pelo próprio), para ali construirem um mamarracho que segundo eles é um espaço moderno e adequado às necessidades da Reserva Mundial de Surf. Ora bem, mas estes grandes otários da Câmara estiveram anos a fio a cagarem-se para o surf e para tudo o que se passava naquela praia, e agora que perceberam que o surf dá dinheirinho resolvem expulsar o dono daquelas terras para fazerem uma coisa com que nenhum surfista local concorda??
O Tiago conseguiu aguentar esta situação com uma providência cautelar, durante um ano, mas hoje chegaram os cães de fila, armados e com maquinaria dispostos a expulsarem toda a gente e a destruirem o camp.
Aguardamos pelo desfecho, que não se adivinha risonho para o lado do Tiago. O que também já começa a ser habitual, eles fazem o que querem, e nós ficamos a xuxar no dedo...
quinta-feira, 26 de julho de 2012
TUDO EM FAMILIA
Das duas uma, ou somos muito pequeninos e torna-se dificil não haver amigos e familiares em todos os negócios que fazemos, ou... somos uma cambada de corruptos e lobbystas.
Parabéns ao Luiz Montez (genro do cavaco silva, e que por sinal há uns anos tinha uma divida brutal ao fisco) por ter conseguido vencer todos os concorrentes na corrida ao pavilhão Atlântico!!!
Estamos tão habituados ao cheiro a estrume, que já nem damos por ele.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
A CULTURA, OU A FALTA DELA
Passo aqui um texto da Clara Ferreira ALves, pessoa de quem gosto bastante e com quem tive o prazer de viajar há muitos anos atrás.
"É a falta de cultura, estúpido! Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura, quase toda velha e sem sucessores. Nós merecemos isto. Nós elegemos esta gente. Nós não somos muito diferentes disto. No meio do anedotário que converteria um homem mais inteligente num homem trágico, convém não esquecer o que nos separa, exatamente, do Relvas. Pouco. O dito não é um espécime isolado, um pobre diabo animado de força e disposição para fazer negócios e trepar na vida, que entrou em associações e cambalachos, comprou um curso superior e, de um modo geral, se autoinstituiu em conselheiro do rei. Já vimos isto. Nunca vimos isto nesta escala, porque na 25ª hora da tragédia nacional, quando Portugal se confronta com a humilhação da venda dos bens preciosos (os famosos ativos) aos colonizados de antanho e seus amigos chineses, o que o país tem para mostrar como elite é pouco. Nada distingue hoje a burguesia do proletariado. Consomem as mesmas revistas do coração, lêem a mesma má literatura (que passa por literatura), vêem a mesma televisão, comovem-se com as mesmas distrações. Uns são ricos, outros pobres. A elite portuguesa nunca foi estelar, e entre a expulsão dos judeus e a perseguição aos jesuítas, dispersámos a inteligência e adotámos uma apatia interrompida por acasos históricos que geraram alguns estrangeirados ou exilados cultos permanentemente amargos e desesperados com a pátria (Eça, Sena) e alguns heróis isolados ou desconhecidos (Pessoa, 0'Neill). Em "Memorial do Convento", Saramago dá-nos um retrato da estupidez dos reis mas exalta romanticamente o povo. Todos os artistas comunistas o fizeram, num tempo em que o partido comunista tinha uma elite intelectual e de resistência inspirada por um chefe que, aos 80 anos, quase cego, resolveu traduzir Shakespeare. Cunhal traduzindo o "Rei Lear" de um lado, Relvas posando nas fotografias ao lado da bandeira do outro. Relvas nem personagem de Lobo Antunes, o (descritor da tristeza pós-colonial, chega a ser. É um subproduto de telenovela O tempo dos chefes cultos acabou, e se serve de consolação, não acabou apenas em Portugal. A cultura de massas ganhou. No mundo pop, multimédia, inculto e narcisista, em que cada estúpido é o busto de si mesmo, a burguesia e o lúmpen distinguem-se na capacidade de fazer dinheiro. Acumular capital. O dinheiro, as discussões em volta do dinheiro acentuadas pela falta de dinheiro, fizeram do proletariado (e desse híbrido chamado classe média) uma massa informe de consumidores que votam. E que consomem democracia, os direitos fundamentais, como consomem televisão, pela imagem. Sócrates e o Armani, Passos Coelho e a voz de festival da canção. Nós, e quando digo nós digo o jornalismo na sua decadência e euforia suicidaria, criámos estas criaturas. Os Relvas, os Seguros, os Passos Coelhos, os amigos deles. O jornalismo, aterrorizado com a ideia de que a cultura é pesada e de que o mundo tem de ser leve, nivelou a inteligência e a memória pelo mais baixo denominador comum, na esteira das televisões generalistas. Nasceu o avatar da cultura de massas que dá pelo nome de light culfure em oposição à destrinça entre high e low. O artista trabalha para o 'mercado', tal como o jornalista, sujeito ao raring das audiências e dos comentários online. A brigada iletrada, como lhe chama Martin Amis, venceu. Estão admirados? John Carlin, o sul-africano autor do livro que foi adaptado ao cinema por Clint Eastwood, "Invictus", conta que Nelson Mandela e os homens do ANC, na prisão, discutiam acaloradamente, apaixonadamente, Shakespeare. Foram "Júlio César" ou "Macbeth", "Hamlet" ou "Ricardo III" que os acompanharam. Não é um preciosismo. A literatura, o poder das palavras para descrever e incluir o mundo num sistema coerente de pensamento, é, como a filosofia e a história, tão importante como a física ou a álgebra. A grande mostra da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos é Shakespeare (no British Museum) e não um dono de supermercados ou futebolista. Os 'heróis' portugueses descrevem-nos. E descrevem a nossa ignorância Passos Coelho é fotografado à entrada do La Féria ou do casino. Um dono de supermercados ou um esperto ministro reformado são os reservatórios do pensamento nacional. Uma artista plástica é incensada não pela obra mas pela capacidade de "agradar ao mercado", transformando-se, pela manifesta ausência de candidatos, em artista oficial do regime. É assim. Não teria de ser assim. Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura quase toda velha e sem sucessores. Não estamos sós. Por esse mundo fora, a arte tornou-se cópia e reprodução (daí a predominância dos grandes copiadores de coisas, os chineses), tornou-se matéria tornou-se consumo. Como bem disse Vargas Iiosa, em vez de discutirmos ideias discutimos comida. A gastronomia é uma nova filosofia. Ferran Adriá é o sucessor de Cervantes e de Ortega Y Gasset." CFA
"É a falta de cultura, estúpido! Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura, quase toda velha e sem sucessores. Nós merecemos isto. Nós elegemos esta gente. Nós não somos muito diferentes disto. No meio do anedotário que converteria um homem mais inteligente num homem trágico, convém não esquecer o que nos separa, exatamente, do Relvas. Pouco. O dito não é um espécime isolado, um pobre diabo animado de força e disposição para fazer negócios e trepar na vida, que entrou em associações e cambalachos, comprou um curso superior e, de um modo geral, se autoinstituiu em conselheiro do rei. Já vimos isto. Nunca vimos isto nesta escala, porque na 25ª hora da tragédia nacional, quando Portugal se confronta com a humilhação da venda dos bens preciosos (os famosos ativos) aos colonizados de antanho e seus amigos chineses, o que o país tem para mostrar como elite é pouco. Nada distingue hoje a burguesia do proletariado. Consomem as mesmas revistas do coração, lêem a mesma má literatura (que passa por literatura), vêem a mesma televisão, comovem-se com as mesmas distrações. Uns são ricos, outros pobres. A elite portuguesa nunca foi estelar, e entre a expulsão dos judeus e a perseguição aos jesuítas, dispersámos a inteligência e adotámos uma apatia interrompida por acasos históricos que geraram alguns estrangeirados ou exilados cultos permanentemente amargos e desesperados com a pátria (Eça, Sena) e alguns heróis isolados ou desconhecidos (Pessoa, 0'Neill). Em "Memorial do Convento", Saramago dá-nos um retrato da estupidez dos reis mas exalta romanticamente o povo. Todos os artistas comunistas o fizeram, num tempo em que o partido comunista tinha uma elite intelectual e de resistência inspirada por um chefe que, aos 80 anos, quase cego, resolveu traduzir Shakespeare. Cunhal traduzindo o "Rei Lear" de um lado, Relvas posando nas fotografias ao lado da bandeira do outro. Relvas nem personagem de Lobo Antunes, o (descritor da tristeza pós-colonial, chega a ser. É um subproduto de telenovela O tempo dos chefes cultos acabou, e se serve de consolação, não acabou apenas em Portugal. A cultura de massas ganhou. No mundo pop, multimédia, inculto e narcisista, em que cada estúpido é o busto de si mesmo, a burguesia e o lúmpen distinguem-se na capacidade de fazer dinheiro. Acumular capital. O dinheiro, as discussões em volta do dinheiro acentuadas pela falta de dinheiro, fizeram do proletariado (e desse híbrido chamado classe média) uma massa informe de consumidores que votam. E que consomem democracia, os direitos fundamentais, como consomem televisão, pela imagem. Sócrates e o Armani, Passos Coelho e a voz de festival da canção. Nós, e quando digo nós digo o jornalismo na sua decadência e euforia suicidaria, criámos estas criaturas. Os Relvas, os Seguros, os Passos Coelhos, os amigos deles. O jornalismo, aterrorizado com a ideia de que a cultura é pesada e de que o mundo tem de ser leve, nivelou a inteligência e a memória pelo mais baixo denominador comum, na esteira das televisões generalistas. Nasceu o avatar da cultura de massas que dá pelo nome de light culfure em oposição à destrinça entre high e low. O artista trabalha para o 'mercado', tal como o jornalista, sujeito ao raring das audiências e dos comentários online. A brigada iletrada, como lhe chama Martin Amis, venceu. Estão admirados? John Carlin, o sul-africano autor do livro que foi adaptado ao cinema por Clint Eastwood, "Invictus", conta que Nelson Mandela e os homens do ANC, na prisão, discutiam acaloradamente, apaixonadamente, Shakespeare. Foram "Júlio César" ou "Macbeth", "Hamlet" ou "Ricardo III" que os acompanharam. Não é um preciosismo. A literatura, o poder das palavras para descrever e incluir o mundo num sistema coerente de pensamento, é, como a filosofia e a história, tão importante como a física ou a álgebra. A grande mostra da Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos é Shakespeare (no British Museum) e não um dono de supermercados ou futebolista. Os 'heróis' portugueses descrevem-nos. E descrevem a nossa ignorância Passos Coelho é fotografado à entrada do La Féria ou do casino. Um dono de supermercados ou um esperto ministro reformado são os reservatórios do pensamento nacional. Uma artista plástica é incensada não pela obra mas pela capacidade de "agradar ao mercado", transformando-se, pela manifesta ausência de candidatos, em artista oficial do regime. É assim. Não teria de ser assim. Portugal tem hoje uma pequeníssima elite que consome cultura quase toda velha e sem sucessores. Não estamos sós. Por esse mundo fora, a arte tornou-se cópia e reprodução (daí a predominância dos grandes copiadores de coisas, os chineses), tornou-se matéria tornou-se consumo. Como bem disse Vargas Iiosa, em vez de discutirmos ideias discutimos comida. A gastronomia é uma nova filosofia. Ferran Adriá é o sucessor de Cervantes e de Ortega Y Gasset." CFA
segunda-feira, 23 de julho de 2012
BAAHHDUUUU
terça-feira, 17 de julho de 2012
PORTUGAL X ESPANHA
A Espanha volta a ganhar-nos, e não é no futebol desta vez.
Mas, eu acho sinceramente que acaba por estar tudo ligado. Perdemos no futebol como perdemos na vida, sem "tusa" nenhuma.
Perdemos um campeonato europeu em casa com uma equipa que supostamente nem dava para aquecer (Grécia), perdemos neste europeu com a Espanha, que é uma das melhores selecções do mundo, mas perdemos na vida real também. As medidas de austeridade em Espanha, cairam que nem uma bomba, e o povo não perdoou!! Vai de batatada, barulheira e alguma violência. os Nuestros hermanos não andam a dormir, ou pelo menos fazem de tudo para se manterem acordados. A manifestação de ontem anti-relvas teve umas centenas de pessoas, deveria ter tido milhares. Não sei se é por vivermos junto à praia, mas quando chega esta silly season (verão), o povo inverte as suas prioridades. Nas manisfestações espanholas, senti um orgulho tremendo de ver os bombeiros a manifestarem-se fardados junto à população civil por exemplo. Nós por cá continuamos a dar muita importância a coisas completamente irrelevantes, perder um campeonato ou perder 1000 campeonatos de futebol, que interessa??? a sério, por mais que se goste de desporto, como é possivel dar-se mais importância a uns jogos que à vida real??? não percebo, e sinto-me completamente desiludido com este povo, com o qual me identifico cada vez menos.
Adoro o meu país, mas cada vez tenho menos paciência para os portugueses. Este povo que anda a levar nas orelhas desde o fim dos descobrimentos, que continua a não ser competitivo em porra nenhuma, nem mesmo no futebol. Um povo que é o reflexo da classe politica, pois se nada faz para a mandar abaixo, é porque na verdade é igual a ela.
Eles, os que nos roubam todos os dias, até devem esfregar as mãos de felicidade!! é roubar, roubar e roubar, e ver-nos impávidos e serenos e sem força fisica nem animica para os combater.
Somos uns tristes, e talvez quando o admitirmos, e nos irritarmos com nós próprios, e não com os que nos roubam, possamos dar a volta à situação, que se adivinha ainda mais negra daqui para a frente.
A minha mãe no seu tempo de adolescente rvolucionária tinha uma frase escrita na porta do seu quarto, que nunca me saiu da cabeça. Frase essa que lhe repeti no seu útimo ano de vida, e que me encheu de orgulho vê-la seguir à risca... MAIS VALE MORRER DE PÉ, QUE VIVER DE JOELHOS!!!
Acorda Portugal!!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
MUCH BETTER NOW
É a sensação com que ficamos depois de ver este belissimo filme.
O trabalho é notavel, e nem imagino quantas horas deverá ter demorado a fazer, e a paciência investida.
Fui de link em link e fui ter ao site da agência que fez esta animação. Para meu espanto trata-se de uma empresa Portuguesa (wtf?!?!). A Salon Alpin, é uma empresa registada em Lisboa, com um departamento em Vienna, o que me deixou ainda mais baralhado... Então os gajos vêm fugir aos impostos para Portugal? ehehehhehe, não faz muito sentido.
Seja como for, o filme está muito bom, e vale bem a pena mergulhar naquele livrinho azul;)
Much Better Now from Salon Alpin on Vimeo.
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