Quem fotografa sabe que muitas vezes as coisas passam-se em milésimos de segundo. Muitas vezes olhamos, vemos a foto e quando apontamos a máquina... já era, o que está lá já é outra fotografia e não a que visualizámos.
É verdade que isto acontece mais em fotografia de rua e não tanto em paisagens. Em paisagens a luz muda mas o cenário continua lá.
No verão de 2011 vinha eu de carro pela nacional, e assim pelo canto do olho vi uma árvore a passar a 120km/h cheia de cegonhas. A luz estava linda, o contraste era brutal. A estrada nacional tinha trânsito e eu não consegui parar no momento, nem tive pachorra para fazer inversão de marcha.
A verdade é que uns minutos depois comecei a ficar assim como que arrependido de não ter fotografado aquele cenário, e durante os meses que se seguiram lembrei-me várias vezes daquela visão.
De inverno a luz não é igual, e eu, as cegonhas e a hora do dia nunca mais estivemos em sintonia.
Sempre que saía do Alentejo em direcção a Lisboa, passava por lá, mas ou era demasiado tarde, ou demasiado cedo. No entanto houve um dia em que calhou passar lá quase na hora "H". Parei o carro fiz 4 fotos já com muito pouca luz, e realmente o cenário era indescritivel. Regressei a casa mais contente, mas não ainda satisfeito, já estava muito escuro.
Este verão voltei a sair para Lisboa, mas já com as cegonhas na cabeça. Pelos meus cáculos tudo ia voltar a bater certo. O Pôr do sol adivinhava-se intenso, e eu tinha 40 minutos para fazer 60km, o que me dava alguma esperança de voltar a reviver aquele cenário.
Quanto mais me aproximava, mais o nervoso miudinho se apoderava de mim. Eu nem sou grande fã de fotos de paisagens, mas isto já era quase uma questão de orgulho!! Tinha oportunidade de tirar a fotografia que um ano atrás me tinha escapado, e não ia vacilar.
Na mouche, quando cheguei tava tudo quase perfeito (faltava-me uma lente para ser perfeito), deliciei-me a observar o vai e vem das cegonhas, qual aeroporto natural, as cores do fim do dia e a paz de espirito que elas aparentam ter, mesmo quando fazem os ninhos nas auto-estradas.
A foto está bonitinha (esta não é a melhor), nada de mais, mas o momento foi inesquecível.
Para o ano, encontramo-nos de novo, com toda a certeza;)
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
AS VISTAS DA NACIONAL
Quem fotografa sabe que muitas vezes as coisas passam-se em milésimos de segundo. Muitas vezes olhamos, vemos a foto e quando apontamos a máquina... já era, o que está lá já é outra fotografia e não a que visualizámos.
É verdade que isto acontece mais em fotografia de rua e não tanto em paisagens. Em paisagens a luz muda mas o cenário continua lá.
No verão de 2011 vinha eu de carro pela nacional, e assim pelo canto do olho vi uma árvore a passar a 120km/h cheia de cegonhas. A luz estava linda, o contraste era brutal. A estrada nacional tinha trânsito e eu não consegui parar no momento, nem tive pachorra para fazer inversão de marcha.
A verdade é que uns minutos depois comecei a ficar assim como que arrependido de não ter fotografado aquele cenário, e durante os meses que se seguiram lembrei-me várias vezes daquela visão.
De inverno a luz não é igual, e eu, as cegonhas e a hora do dia nunca mais estivemos em sintonia.
Sempre que saía do Alentejo em direcção a Lisboa, passava por lá, mas ou era demasiado tarde, ou demasiado cedo. No entanto houve um dia em que calhou passar lá quase na hora "H". Parei o carro fiz 4 fotos já com muito pouca luz, e realmente o cenário era indescritivel. Regressei a casa mais contente, mas não ainda satisfeito, já estava muito escuro.
Este verão voltei a sair para Lisboa, mas já com as cegonhas na cabeça. Pelos meus cáculos tudo ia voltar a bater certo. O Pôr do sol adivinhava-se intenso, e eu tinha 40 minutos para fazer 60km, o que me dava alguma esperança de voltar a reviver aquele cenário.
Quanto mais me aproximava, mais o nervoso miudinho se apoderava de mim. Eu nem sou grande fã de fotos de paisagens, mas isto já era quase uma questão de orgulho!! Tinha oportunidade de tirar a fotografia que um ano atrás me tinha escapado, e não ia vacilar.
Na mouche, quando cheguei tava tudo quase perfeito (faltava-me uma lente para ser perfeito), deliciei-me a observar o vai e vem das cegonhas, qual aeroporto natural, as cores do fim do dia e a paz de espirito que elas aparentam ter, mesmo quando fazem os ninhos nas auto-estradas.
A foto está bonitinha (esta não é a melhor), nada de mais, mas o momento foi inesquecível.
Para o ano, encontramo-nos de novo, com toda a certeza;)
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
AUSTERIDADE
Vale a pena ler este artigo no Expresso e este no I. Aliás eu acho que todos nos devemos informar o mais possivel, até para nos convermos de vez que a austeridade veio para ficar, e aprendermos a conviver com ela. Estamos na merda, é um facto!! falidos, mais pobres, com mais desemprego e por arrasto mais revoltados.
Os politicos tiveram e têm culpa, nós também, embora numa proporção muito menor. Mas o que me mete nojo no meio desta história toda é que não há exemplos vindos de cima, não há uma liderança que consiga incentivar este povo a dar a volta à situação.
Austeridade? sim! mas para todos se faz favor!!
Acham normal a maior parte dos politicos acumularem reformas da assembleia com chorudos ordenados de cargos em empresas privadas? por favor... tenham dó.
Segundo Mendes Bota, o "Negócios" diz que "entre os deputados que acumulam funções, a maioria trabalha em direito ou está ligada ao meio empresarial. Metade dos 66 deputados com formação jurídica exerce advocacia e 84 têm interesses patrimoniais ou laborais em empresas privadas."
A classe politica, e eu acho que sem excepção, vê nesta profissão um trampolim para vôos mais altos. Para reformadas douradas, status e uma bela rede de contactos, e quem sabe até para conseguir uma licenciatura!
Reduzam-lhes os previlégios, façam-lhes os mesmos descontos que fazem a nós, metam um ponto para eles picarem, descontem dias de férias aos rapazinhos por cada falta não justificada, e depois vamos ver quem mantém lá o rabinho sentado.
Penso que aí a politica iria deixar de ser uma guerra de "clubes" e interesses.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
PAÍS DO DEGREDO?
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
IDEIAS QUE PASSAM
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
AMADORA
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
PORTA(s) FECHADA!

E provavelmente é assim, de uma maneira covarde que Paulo Portas se despede para sempre da politica. Submarinos e outros acasos menos transparentes deitam a sua credibilidade por água abaixo. No minimo esperava-se uma critica a um governo que emprobece a cada dia que passa o país. Paulo esquiva-se, mas as portas fecham-se... Belo texto do no "i", a ler.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
RITMO ALENTEJANO
No meio de tanta medida de austeridade, aumento de impostos, baixa de salários e afins, o meu fim de semana foi salvo pelo ritmo Alentejano.
Um almoço de familia no sabádo, na linda aldeia de Sta Clara a Velha, terra do meu avô, fez com que por momentos o tempo parasse. Parasse naquela altura onde a TV não está constantemente ligada, onde as pessoas deixam as chaves na fechadura das suas portas. Onde há apenas um café e um clube recreativo. Onde durante o dia o calor é imenso e as energias adormecem à sombra de um sobreiro qualquer.
O tempo parou para que possamos ouvir os passaros a voar e o rio a correr...
Nos tempos que se aproximam, penso que será mais inteligente ser feliz com o pouco que temos, do que infeliz a pensar no que não podemos ter...
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