Tive a oportunidade de na semana passada assistir a uma conferência organizada pela Estação Imagem, com o tema "qual o futuro do fotojornalismo?". Embora um dos oradores tenha começado por dizer que não era fotojornalista, nem queria trabalhar com jornais, e eu não ter percebido a razão dele estar ali, todos os outros oradores eram mais que merecedores da nossa atenção. Vicente Jorge Silva, Luis Vasconcelos, Guilherme Venâncio (revista sábado), José Manuel Ribeiro (reuters) deram a sua opinião sobre o futuro de uma profissão que há uma década poucos imaginariam que ia chegar a este estado. Com os grupos editoriais quase falidos, com a velocidade da informação a correr via net, com os milhões de imagens que passam pelas redes sociais diariamente, é caso para pensar que o fotojornalismo já era. Com muita pena minha. Se antigamente já não era fácil furar num meio onde a concorrência mesmo não sendo muita era forte, hoje então ainda é mais complicado, quando grande parte da concorrência oferece trabalho e dispõe-se a situações indignas de um fotojornalista. A net parece ser o futuro de quem quer promover o seu trabalho fotográfico, os lucros hão-de vir de palestras, workshops, bolsas e afins. O trabalho terá agora de ser encarado a nivel global, e uma das soluções é encontrar histórias e vendê-las para fora, onde também não é muito bem pago. O iphone passou a ser uma ferramenta de trabalho, e segundo o José Manuel Ribeiro, a Reuters (conceituada agência fotográfica) iniciou há algum tempo formação com os seus jornalistas na area de video e multimédia. Segundo ele é perfeitamente possivel fotografar e filmar na mesma reportagem. Dedica-se um bocadinho às fotos, outro bocadinho ao filme. A fotografia é a base do filme, e talvez daqui para a frente os "puristas" do fotojornalismo percebam que para sobreviver terão de fazer as duas coisas, e quiçá até saber usar um instagram, esse bicho tão pavoroso. Obrigado à Estação Imagem, por promover iniciativas relacionadas com a fotografia, sendo que a única critica que faço, é que o debate acabou pro se centrar pouco no tema divulgado. As coisas mudaram. Ou mudamos com elas ou ficamos a ver os navios passar, e sem velocidade para os fotografar;)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O FUTURO DO FOTOJORNALISMO?
Tive a oportunidade de na semana passada assistir a uma conferência organizada pela Estação Imagem, com o tema "qual o futuro do fotojornalismo?". Embora um dos oradores tenha começado por dizer que não era fotojornalista, nem queria trabalhar com jornais, e eu não ter percebido a razão dele estar ali, todos os outros oradores eram mais que merecedores da nossa atenção. Vicente Jorge Silva, Luis Vasconcelos, Guilherme Venâncio (revista sábado), José Manuel Ribeiro (reuters) deram a sua opinião sobre o futuro de uma profissão que há uma década poucos imaginariam que ia chegar a este estado. Com os grupos editoriais quase falidos, com a velocidade da informação a correr via net, com os milhões de imagens que passam pelas redes sociais diariamente, é caso para pensar que o fotojornalismo já era. Com muita pena minha. Se antigamente já não era fácil furar num meio onde a concorrência mesmo não sendo muita era forte, hoje então ainda é mais complicado, quando grande parte da concorrência oferece trabalho e dispõe-se a situações indignas de um fotojornalista. A net parece ser o futuro de quem quer promover o seu trabalho fotográfico, os lucros hão-de vir de palestras, workshops, bolsas e afins. O trabalho terá agora de ser encarado a nivel global, e uma das soluções é encontrar histórias e vendê-las para fora, onde também não é muito bem pago. O iphone passou a ser uma ferramenta de trabalho, e segundo o José Manuel Ribeiro, a Reuters (conceituada agência fotográfica) iniciou há algum tempo formação com os seus jornalistas na area de video e multimédia. Segundo ele é perfeitamente possivel fotografar e filmar na mesma reportagem. Dedica-se um bocadinho às fotos, outro bocadinho ao filme. A fotografia é a base do filme, e talvez daqui para a frente os "puristas" do fotojornalismo percebam que para sobreviver terão de fazer as duas coisas, e quiçá até saber usar um instagram, esse bicho tão pavoroso. Obrigado à Estação Imagem, por promover iniciativas relacionadas com a fotografia, sendo que a única critica que faço, é que o debate acabou pro se centrar pouco no tema divulgado. As coisas mudaram. Ou mudamos com elas ou ficamos a ver os navios passar, e sem velocidade para os fotografar;)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A ILHA DOS GATOS

Fukuoka, no Japão, é uma ilha onde habitam milhares de gatos. Eles são alimentados pela população e pelos pescadores, e passeiam-se livremente pela vila, em perfeita harmonia com os seus habitantes e visitantes. O fotógrafo japonês Fubirai, passou lá os últimos 5 anos a retratar o dia a dia dos bichanos. O resultado está aqui. Mesmo para aqueles que "acham" que adoram animais, mas não gostam de gatos (sim porque são falsos e não vão apanhar o pau), é inegável a sua beleza e postura.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
PIRELLI 2013
Para mim a Pirelli é hoje em dia mais uma marca de calendário do que de pneus.
E sem dúvida que são uns grandes calendários!!
O de 2013 é fotografado pelo Steve Mccurry, e este video mostra como são feitas as fotografias.
Imperdivel.
PirelliCal2013InternetShort from VoguePT on Vimeo.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
VER A DOBRAR
Antigamente um dos grandes fenómenos dos concertos, era o acender de isqueiros. Esse fenómeno foi trocado pela luz dos ecrans dos telémoveis. O efeito não é mau, e pelo menos não nos queimamos ao fim de 20 segundos.
Agora, existe uma nova moda, que eu não consigo compreender, de todo!!
É aquele pessoal que gasta 39€ no bilhete do concerto (como aconteceu ontem em black keys), e vê o concerto todo via telefone!!
É incrivel mas este rapazinho que estava ao meu lado só tirava os olhos do telefone entre músicas e aproveitava para dar um carinho à namorada, que às tantas já refilava com ele. Como podem calcular as filmagens estão tão tremidas que duvido que ele as consiga ver em casa sem ficar enjoado:)
Entre estas coisas que eu não consigo perceber, fica a memória (com olhar directo para o palco) de um grande concerto!! Começou mal (microfone sem som), mas cedo se endireitou, com os meninos a partirem aquilo tudo, e com um jogo de luzes e videos que deixava qualquer um de queixo caído!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
RISO
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
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