quinta-feira, 21 de novembro de 2013

RONALDO, PEPSI E ETC


Portugal qualificou-se, o Ronaldo deu uma chapada de luva branca ao Blatter, a Pepsi é a marca mais odiada dos Portugueses. Sim senhor, alto sentido de união que nós temos!! Agora o que eu gostava mesmo era que reagissemos com a mesma raiva/força quando em vez da Pepsi e do Blatter é o governo a gozar connosco!!! Isso é que nos tornava um povo unido e forte. Se virmos bem, isto não passa de mais um jogo de futebol, que infelizmente nos vai continuar a deixar na merda... Somos o que somos, não vale a pena muito mais. Mas também não vale a pena o queixume, pois é certo que nos movemos quase sempre pelas razões erradas. Viva Portugal...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O PAPA....


Já escevi aqui alguns textos acerca da igreja. Acerca dos papas e da hipocrisia reinante na igreja. Desde a pedofilia à riqueza, passando pelo fanatismo, a verdade é que a igreja nunca me suscitou grande simpatia. Mas a verdade é que tenho observado, embora de longe, alguns actos deste Papa que não me têm deixado indiferente. No Rio de Janeiro, cagou completamente na protecção fazendo questão de se misturar com os fieis, luta activamente contra o branqueamento de capitais, quer aplicar medidas drásticas contra os pedófilos, troca o mercedes por um carro utilitário em segunda mão, preferiu o sapatos pretos simples aqueles vermelhos prada que os outros usavam, entre muitas outras medidas de louvar. Bem, quero com isto dizer, que estas atitudes podem não mudar o mundo, mas que acabam por influenciar milhares de pessoas,acabam e assim se faz um lider. A mim conquistou-me e tenho pena que os politicos por cá ainda não tenham percebido, que ninguém os segue, ninguém os respeita e pior, ninguém vê exemplos a virem deles.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O ESTADO DAS COISAS

Já fiz aqui alguns posts onde designers mostram algumas respostas de clientes. Muitas vezes custa a acreditar que essas coisas acontecem, mas acontecem. A mim aconteceu hoje, aqui vai a prova. Eu pergunto-me que esperança há num país onde isto acontece sistematicamente.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

UNITED WE STAND!


Pois é, marcas a cortarem investimento, conteúdos a sairem na net for free, menos dinheiro para comprar revistas e é assim que a VERT, a única revista de bodyboard em portugal e das poucas no mundo está prestes a nunca mais ver a luz do dia. A VERT tem mais de 20 anos e foi sempre uma referência em toda a minha vida. Tive um enorme orgulho por paginar a revista cerca de 3 anos e em ter o Tozé (director/editor) como cliente/parceiro durante todo esse tempo. A VERT acaba por pagar a factura de um desporto que ainda não se encontrou e continua à procura do seu espaço nos desportos de ondas. Uma coisa é certa, esse espaço não vai ser encontrado na guerra com o surf, que a bem da verdade o puxou durante anos e anos, nem a cuspir no prato que lhe deu comida. O Bodyboard, tem dimensão a mais e investimento a menos para se estar constantemente a chorar e a cobrar ao vizinho do lado. Tem de se emancipar, criar as suas marcas, a sua linguagem e acima de tudo apoiar projectos como o da VERT. As guerrinhas constantes (ainda há pouco tempo uma chapada de um bodyboarder ao campeão do mundo de surf, passou de uma coisa de locais para uma coisa de bb vs surf), desgastam o desporto, desgastam a sua imagem e os argumentos começam a faltar. Mais estranho é que as praias estão cheias de bodyboarders que pouco fazem pelo seu próprio desporto. Com este blá blá todo quero apenas chegar a um ponto, apoiem a VERT!! Faz a tua assinatura aqui, sejas bodyboarder ou não, o que está aqui em causa é uma publicação em papel, com excelente qualidade, boas fotos e sem dúvida uma referência no campo editorial. Eu já assinei, e tu que fazes bodyboard ou que gostas de boas revistas vais fazer o quê? ficar a olhar? mexe-te...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ANTES QUE SE VÃO...


Nem vou dizer nada acerca deste trabalho, pois ainda estou aparvalhado com estas fotos!! Façam-me um favor, e a vocês próprios também. Vejam e revejam o site deste projecto brilhante de Jimmy Nelson sobre as tribos que habitam no nosso planeta. Da Indónesia à Sibéria passando pelos sitios mais inóspitos que possam imaginar. A não perder definitivamente!!!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

FALTA DE TUDO...


É normal nós designers termos imensas referências gráficas na cabeça. É normal que ao executarmos um trabalho muitas dessas referências venham ao de cima e por vezes o resultado é parecido com outro que já existe. O que acontece nestes casos, é que muitas vezes temos de refazer o trabalho. Todo o trabalho extra que possamos ter vale para não sermos acusados de plágio. Agora esta situação é completamente ridicula e parece-me que de má fé, ou de muito pouca originalidade. A SOUP é uma revista de surf, bem conhecida de todos nós... Para quem está no meio não passou depercebida nos tempos em que esteve em banca. Logo ainda torna esta situação mais ridicula. Há pouco tempo surgiu um negócio que aluga carrinhas VW antigas para surftrips. As carrinhas são lindas, o conceito muito engraçado, mas... FDX não podiam ter criado a vossa própria marca? A cópia do logótipo da SOUP é tão escandaloso que até doi. Revela uma falta de criatividade e de visão inacreditáveis. Por isso as noticias que andam aí a correr deveriam começar com "Novo negócio de aluger de carrinhas, rouba o logótipo à SOUP e faz-se à estrada". E não, a cópia não é uma homenagem... esqueçam lá isso.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

NAMORADA DE SURFISTA


Simplesmente genial este texto do Fred D'Orey... Retrata bem o dia a dia de um surfista com namorada. Poderia repetir a mesma conversa dele, porque na verdade acho que já todos nós (surfistas com namorada ou ex) passámos por isto e concordamos. Claro que como em tudo na vida há soluções, uma passa por ter uma namorada surfista, outra por ter uma namorada que tenha a porcaria de um hobby qualquer sem ser o de nos encher a cabeça com o nosso hobby/amor.

Já vi esse filme. No começo a namorada dá a maior força. Ela tem orgulho de namorar um cara saúde que pega onda. Ela faz questão de incentivar porque sabe que ele volta feliz da vida depois das ondas. Ela adora praia, o cara surfa – foram feitos um para o outro. Depois, com o passar do tempo, a atitude muda. Ela até gosta que o cara surfe, mas… “tem que ser o tempo todo? Dá pra falar de outra coisa? Não dá pra gente fazer um programa diferente?” É o início do fim. Ou do namoro do casal, ou do surf do cara. Porque as coisas evoluem de tal forma que, com raríssimas exceções, pranchas e namoradas acabam por se tornar rivais. E basta olhar em volta pra perceber quem está vencendo. Surf só no final de semana. Só em determinadas praias. Só em determinados horários. Acordos são feitos. “Fim de semana em Saquarema (melhor onda do Brasil!) nem pensar. Em São Conrado (melhor esquerda do Rio!) eu não vou nem morta, aquela praia é um lixo. Domingo tem que voltar antes do almoço com a mamãe.” Uma surf trip por ano com os amigos e olhe lá. E com isso a barriga dele vai crescendo, sua cor ficando cinza, e os olhos vão perdendo o brilho… Tem uma cena no filme ‘A Praia’, quando o Leonardo Di Caprio vira pra menina, depois de deixá-la fascinada com algumas bobagens que ele falou sobre as estrelas, e diz mais ou menos assim: “agora você tá achando tudo lindo, mas as mesmas coisas que te fascinam no começo vão te entediar no final”. O cara tava falando de uma verdade quase universal sobre os relacionamentos. Mas podia estar falando especificamente de surf. Me toquei disso porque outro dia fui pegar onda com a Ana e depois da sexta checada em quatro praias diferentes (fazer o que? Moro no brasil, onde o mar quase sempre é uma bomba), ela, levemente impaciente, arriscou: “aqui tá bom. Porque a gente não fica logo aqui?”. Tá bom? Como assim tá bom? Você entende de surf desde quando? E tratei de explicar que surf é uma das coisas mais importantes da minha vida. Que trabalho pra burro. Que tenho pouco tempo. E que tenho que escolher direitinho minha caída. E mais importante, e que isso fique bem claro, se tiver dando onda eu vou correr atrás do melhor surf. Sempre! E se ela quiser vir comigo vai ter que ser paciente. Se não tiver saco pode ficar em Ipanema com as amigas. Mulheres de surfistas são muito sortudas (levantem as mãos pros céus). Elas vão pra praia. Elas vão pra Prainha. Elas vão pra Guarda. Elas vão pra Bali. O som quase sempre é bom. A comida quase sempre é saudável. Surfistas procuram por praias sem muito vento, sem muita gente. Que tal namorar alpinista e se ver toda amarrada de cabeça pra baixo? Que tal namorar ciclista e ficar se esbaforindo pedalando atrás do cara? Que tal namorar um tenista e passar o fim de semana no clube? Que tal namorar um windsurfista e perseguir o vento, quanto mais vento melhor, e ficar mofando dentro do carro? Ou um lutador de jiu jitsu e acompanhar de perto seus treinos na academia, enquanto ele fica se pegando com outro orelhudo suado? Nunca entendi direito o porque dessa metamorfose feminina. Talvez por uma necessidade ancestral de controlar e reduzir o macho apenas a sua condição de provedor familiar. Talvez por egoísmo. Talvez por falta de bom senso. Mas nem todo mundo tem vocação pra ovelha. Os australianos, por exemplo, que fazem parte da maior nação surf do planeta trataram desse assunto com seu peculiar humor escrachado estampando em camisetas os seguintes dizeres- “minha namorada mandou eu escolher entre ela e a prancha. Pena, vou morrer de saudade dela”. Fred D'Orey