quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NAZARÉ... NAZARÉ....


Quem tudo quer tudo perde meus caros... Escrevi aqui há uns tempos acerca da polémica da Nazaré e da mesma agora precisar de pedidos especiais para ser surfada. Pedidos especiais e de avales do Macnamara, que suponho que sejam feitos via email ou fax, lá do Havai ou de outro sitio com calor onde ele deve andar. Ontem ao ler uma entrevista do Eric Rebiere à Surftotal, percebi que muitos big-riders cagaram na Nazaré porque simplesmente não estão para ultrapassar as burocracias que caracterizam este país. Na verdade, nós achamos o quê??? que a Nazaré é a melhor onda do mundo e que todos se vão ajoelhar para cá vir surfar? Pois parece que não. Com a quantidade de boas ondas que há pelo mundo, obviamente que ao ter que enfrentar um batalhão de papeis todos os big wave riders se vão virar para outras paragens. Isso já aconteceu com o Hercules, muitos rumaram a Espanha e França e... pasmem-se, Peniche!!! Ah pois, Peniche que se rege pelas mesmas leis que a Nazaré desbloqueou todas as burocracias, porque provavelmente tem um presidente com visão e que quer o melhor para o seu município. Abram bem a pestana e percebam de uma vez por todas que os surfistas não são palhaços de circo e que a ZON não é a tenda do circo! A vida dá muitas voltas, e ou muito me engano ou a autarquia da Nazaré vai acabar esta história a suplicar para que os surfistas voltem nos dias grandes!!!
Por muita coisa mais que se possa dizer, prefiro acabar este texto com uma transcrição literal de uma entrevista que o Carlos Burle deu à SURFPortugal em conjunto com a Maya Gabeira. Quem quer perceber que perceba, quem não quer... que continue com palas nos olhos.  
A onda de 100 pés é mera ferramenta de marketing ou existe mesmo?
Burle: Eu acho que ela anda aí, mas é um marketing bacana
Maya: é 100.000 doláres, é isso?
Burle: 1 milhão!!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

AI AS PRAXES...


Há um mês que a tragédia do Meco é um assunto de topo em Portugal, aliás de há um mês para cá que tirando a coroação de Ronaldo como melhor do mundo, só nos acontecem tragédias... Meco, Eusébio, Hercules e mais umas que vão passando despercebidas. Acompanhei na diagonal o que se tem passado no MEco, porque sinceramente não tenho pachorra para a novela que se fez e faz daquele acontecimento. Às vezes ouvia de pessoas o quão ridículo era ser arrastado à beira mar, que eles deviam estar drogados, que isto, que aquilo. Eu sempre achei perfeitamente possível estar a molhar os pés na praia do Meco e de repente ser puxado. Só quem nunca foi ao Meco e principalmente naquele dia que as ondas estavam gigantes, é que acha impossível ser-se arrastado. Para mim essa era a explicação, um escapou-se os outros não. Simples, claro como a água na praia do meco em dias de verão. Mas agora parece que o Dux (só este nome me faz comichão) tinha programado uma praxe que passava em ir dar um mergulhinho às ondinhas do Meco, à noite! Para compôr o ramalhete, porque não levar as capas de morcego? às tantas voamos se houver perigo, deve o Dux ter pensado. Ainda por apurar mas tudo indica que a morte de 6 jovens na casa dos 20 anos, aconteceu porque participavam numa praxe, sabiamente encabeçada pelo Dux. Pois a mim o que me custa aqui é ver que houve 6 mortes por estupidez e não por afogamento!! Estupidez desta turma das praxes que sente prazer em humilhar pessoas, que a única herança que devem passar é um "faz aos outros o que te fizeram a ti" e desculpem-me os mais sensiveis, estupidez destes 6 putos, que bastava terem dito NÃO! O que leva um puto a passar de livre vontade por situações humilhantes de tão ridículas que são para se sentir integrado? Não posso acreditar que aos 20/23 anos não se tenha noção do perigo numa situação destas. Desejo muita força aos familiares que acredito que não seja nada fácil para eles, ainda para mais com o silêncio da única testemunha. Não é o primeiro episódio triste que temos como consequência de praxes e com certeza não é o último que vamos ter como consequência da estupidez humana.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

BELOS E ABANDONADOS


Bom registo de 35 dos mais belos lugares do mundo abandonados. O Francesco Mugnai, fez uma recolha que podem ver aqui no seu blog, de sitios incriveis que por uma ou outra razão foram e continuam abandonados. Enjoy..

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

COMENTÁRIOS DO YOU TUBE


Adrian Bliss e um amigo teve uma brilhante ideia sobre que fim dar aos comentários do youtube. Converteram os comentários em guiões e deram vida aos diálogos com actores desconhecidos mas experientes. Os actores são Britâncios e o resultado são pequenas histórias aos estilo film noir. Os diálogos são fieis aos comentários e vão desde fãs do Justin Bieber a defensores dos animais. Vale a pena darem um olhinho no canal do youtube deles.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

EUSEBIO / RONALDO


Há semanas que só vejo Eusébio e Ronaldo à frente. A morte do pantera e a coroação do Cristiano, já deram pano para mangas nos últimos dias. Tenho visto as pessoas em loucura profunda, ao ponto de já não perceber se estão bem da cabeça ou não. Nunca vi o Eusébio a jogar, não é do meu tempo. Sei que foi um craque, um dos melhores jogadores do mundo e que conseguiu (não sozinho) levar Portugal a um 3º lugar no campeonato do mundo. Eusébio para mim sempre foi o simbolo do Benfica e não de Portugal. Aliás, penso que para se ser simbolo de um país, não basta jogar bem na selecção. É preciso respeitar todos os clubes, trabalhar em prol da evolução do desporto nacional, ajudar os jovens, ter um comportamento exemplar e imaculado. Vejo o Figo muito mais um simbolo nacional que o Eusébio por exemplo. Na verdade O Eusébio era um craque da bola, ponto! Na minha memória ficou-se por aí... Não me lembro de uma única vez em que o Eusébio tenha por exemplo ajudado a acabar com a corrupção no futebol, tenha ajudado a endireitar o caminho de jovens, tenha feito acções noutros clubes que não o Benfica. Insultou o Sporting de clube racista, na maior parte das vezes que falava pouco ou nada interessante saía da sua boca, e era quando se percebia o que dizia. Mas ok, foi há muito tempo atrás um grande jogador, não sei se um grande ser humano. Posto isto acho mesmo que o lugar dele é no estádio da luz, junto dos adeptos. Atenção que isto não é minimamente ofensivo, nem é essa a minha intenção, mas Eusébio é o verdadeiro idolo benfiquista, e o Benfica ainda não é Portugal, além de que o nome Eusébio está tão rodeado de coisas boas como de más. Já o Cristiano Ronaldo, tenho que lhe tirar o chapéu. Aguentou a pressão de Blater, da Pepsi, dos adeptos e de uma nação inteira que meteu todas as esperanças de um apuramento para o mundial nos seus pés. Cristiano ontem, levou o nome de Portugal mais longe, com uma humildade desconcertante, como aliás tem sido seu hábito. Querem um idolo de Portugal? está aqui!! Se Eusébio vai para o Panteão, CR7 quando morrer vai para onde?? É que duvido que caibam lá dois futebolistas, e o Cristiano ocupa muito mais espaço que o Eusébio.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

FIBER GLASS AND MEGAPIXELS

http://www.fiberglassandmegapixels.com
Parece-me um bom documentário sobre fotografia de surf no Havai, uma indústria que move "apenas" um bilião de dólares ano. Só vi o trailer mas hoje vou comprar o download e ver com atenção. É um documentário focado na fotografia e nos fotógrafos, com entrevistas aos surfistas e aos melhores fotógrafos. Angulos dentro e fora de água ajudam-nos a ter a percepção do que é fotografar surf e a sua dificuldade. Como diz o Ted Grambeau, deve ser o desporto onde o fotógrafo está mais perto da acção de todos e este documentário ajuda quem não faz surf a perceber como tudo acontece. Tenho pena que por cá, se continue a achar que tirar fotografias de surf é uma brincadeira, que continue sem se pagar pelas fotografias, que se continue a oferecer as fotografias. Que se continue a achar que o surf pode sobreviver sem imagens e apenas com o investimento de marcas de fora do meio. No site deles podem encomendar o DVD ou fazer o download por 10$ e continuar a ajudar a nobre arte da fotografia.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

LONDRES / 伦敦


Estou há uns minutos a pensar como hei-de começar a escrever este post... Aliás já reescrevi estas linhas algumas vezes. Li ontem que o cinema Londres vai ser demolido e dar lugar a uma loja de chineses. Não que tenha algo contra os chineses, mas parece-me tão pouco digno este final para um cinema que já foi considerado a melhor sala estúdio de Lisboa e um dos símbolos desta cidade. Quando era puto ir ao Londres era sempre uma festa, desculpem, ir ao cinema era uma festa e ia-se muito mais vezes que agora. A festa não era por ser raro, era por ser bom. Não ia ao Londres tantas vezes como ia a outros, até porque acho que para a sala principal o bilhete era mais caro, mas o Londres tinha uma coisa que mais nenhum tinha. Umas cadeiras que desciam suavemente quando nos sentávamos. Hoje isso parece banal, mas há 20/30 anos, garanto-vos, era a loucura!! Quase equivalente ao abrir pelas primeiras vezes um vidro eléctrico do carro. Não sei sinceramente o que querem fazer de Lisboa, começaram por matar o quarteto, de seguida o King e agora o Londres. Pelo meio também o Éden e o Condes foram à vida, o Odeon pouco deve faltar, a Cinemateca idem e o S. Jorge cheira-me que não sobrevive mais uma década. Muitas das nossas referências culturais e sociais estão-se a ir embora e nós deixamos. Deixamos porque na verdade o que interessa é levar o Eusébio para o panteão (com o respeito que tenho ao Eusébio), tornar gente estúpida famosa, mandar vir com todos os que dizem mal do Cristiano e atestar o depósito antes da gasolina subir. Se houver algum escândalo com famosos, ou alguma morte de estudantes, de certeza que também saltam para o top das nossas preocupações. Se nos interessassem as nossas raízes, a nossa cultura, o legado que deixamos para as próximas gerações, a conversa era outra. Provavelmente teríamos menos centros comerciais e mais cinemas. As pessoas já não se lembram como era ir ao cinema, é triste. Antes ia-se ao cinema agora vai-se ver um filme. Antes os cinemas tinham aquele ambiente tranquilo, as pessoas iam ver um espectáculo, falavam baixinho na entrada, escolhiam o lugar onde queriam ficar quando compravam o bilhete (excepção feita ao quarteto), não falavam durante o filme nem eram apanhadas em sobressalto quando o telemóvel resolve tocar. Ao intervalo falava-se do filme e quando acabava também, aquilo era o acontecimento. Hoje não, vai-se a um shopping, come-se uma porcaria qualquer, escolhe-se um filme, um balde de pipocas e uma bebida (aquele sorver no fim é um clássico). Fala-se e ri-se alto na sala de cinema, como se estivéssemos em casa em frente ao plasma, se for caso disso troca-se um sms ou outro e no final quase de certeza que na primeira ou segunda oportunidade já se está a checkar o instagram ou facebook. Os tempos mudaram, as pessoas e os hábitos também, pena é que não se tenha mudado para melhor. Deixa-me triste que não se pense mais além, que não se pense que um dia estes sítios vão ser apenas histórias que tiveram um final infeliz, histórias que se vão perdendo e que daqui a três gerações já não são faladas sequer. O cinema vai morrer, o teatro e a revista também (bye bye parque mayer) e o que vai sobrar da nossa cultura? pouco ou nada suponho... Não me admira também que daqui a três gerações, provavelmente sejamos governados por chineses e que o partido da oposição seja Angolano, ou vice versa. isto não é saudosismo meu, é mesmo burrice nossa!!