quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

THE NINTH FLOOR


The 9th Floor, é um projecto de fotografia da fotótografa Jessica Dimmock. O tema pode não ser novo, mas a história e as fotografias são fantásticas. Um amigo apresentou-me a este andar a semana passada, e desde aí que ando a ver as fotos e nem sei bem o que dizer... São chocantes, ao mesmo tempo humanas e frágeis. Talvez os restos de objectos decorativos na casa, talvez a presença de um gato, talvez o facto da casa estar situada no downtown de Manhattan e não numa favela qualquer, fazem com que esta reportagem seja diferente de outras sobre toxicodependentes que já vi. Basicamente o 9th floor, era uma casa de um milionário, Joe Smith, que nos anos 60 se começou a viciar e a alugar divisões para fazer dinheiro para o seu consumo. Uns anos mais tarde, Joe já nem tinha quarto, a água e a luz estavam cortadas mas continuou-se a consumir até chegar a ordem de despejo. Jessica Dimmock registou vários momentos nesta casa e seguiu alguns dos seus inquilinos na vida pós-casa. Mesmo sendo uma história diferente é impossivel não me lembrar da morte recente de Philip Seymour Hoffman, encontrado em casa supostamente com uma overdose de heroina. Eu tenho e sempre tive aquela curiosidade de espreitar para dentro de casas, acho que as casas revelam muito de nós. A decoração, os livros os quadros e posters. Todos os pequenos pormenores dizem muito de nós. Acima de tudo atrás de uma parede de uma casa, está sempre uma grande história.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

DECO - A ENTALAR O CONSUMIDOR


Gostava que lessem este post, porque me aconteceu a mim, mas também porque vos pode acontecer a vocês. O mês passado fiz uma consulta de saldo a uma conta que raramente uso, logo não tenho grande necessidade de a consultar regularmente, mas calhou nesse dia lá passar. E eis que reparo numa transferência de 10€ para a DECO-pro teste, que vim a saber depois é uma revista que os associados recebem. Comecei a a andar para atrás no tempo e percebi que tinha um débito directo a favor da DECO desde janeiro de 2010. Um bocado assustado com a minha cabeça, ou falta dela, liguei para a DECO a saber o que se passava. Prontamente me informaram que me tinha associado à DECO e como tal pagava 10€ por mês de mensalidade. Eu sei que sou distraido, mas daí a não me lembrar de me ter associado à DECO vai uma grande distância. Como tal tal pedi que fizessem prova que eu tinha cometido esse "erro", fiz o mesmo ao meu banco, pedi prova da minha autorização para um débito directo a favor da DECO. Passaram uns dias e ligam-me da DECO, dizem-me com a maior das naturalidades que fiz a adesão por telefone, sem assinatura alguma. Que para me associar basta dar o NIB, nome e morada e já está, 10€ por mês!!! Eu respondo que isso é ridiculo, pois posso começar a associar pessoas sem mais nem mesmo, visto que o nome, NIB e morada não são assim tão inacessiveis. Respondem-me "está na sua consciência fazer isso"... O caldo começou a entornar-se aos poucos e o monstro refilão começou a acordar dentro de mim. Falámos um com o outro (eu e o monstro) e pensámos... querem brincar? então vamos lá brincar... Disco o número de apoio judicial da DECO e explico a uma simpática senhora que uma empresa me rouba desde janeiro de 2010 10€ por mês, explico que nunca dei tal autorização e que essa mesma empresa não me consegue fazer prova da minha autorização, alegando que basta um telefonema. Sabendo que isso é ilegal, perguntei à senhora o que deveria fazer... Imediatamente me responde "você tem de apresentar já queixa crime", ao que lhe digo "e agora se lhe disser que a empresa em causa é a DECO?!?" Fez-se um silêncio incómodo, não aquele aquele silêncio fixe, acho mesmo que ouvi a senhora a engolir em seco. A vergonha dela foi tanta que ainda no mesmo telefonema me garantiu que devolviam já os ultimos 8 meses e que o superior dela ia investigar este caso. Mais uma troca de mails (aqui em anexo) onde voltavam a dizer que me enviavam revistas, respondi ameaçando com o meu advogado e as coisas resolveram-se. Neste momento já me devolveram todo o dinheiro das supostas assinaturas, depois de muita discussão. Quero com isto dizer, que cada vez mais o Lobo veste pele de cordeiro... Façam cuidado!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

10 ANOS DE FACEBOOK


E já lá vão 10 anos que o facebook apareceu para destruir e alegrar algumas vidas, nem de propósito faz anos no meu dia de anos!! Discute-se muito se o Facebook é bom ou mau, se devemos ter ou não ter, se destrói relações ou não, se ajuda a encontrar trabalho ou a promovê-lo ou até a perdê-lo. Eu acho que como em tudo na vida a palavra de ordem é "moderação" e com moderação o facebook tem a sua utilidade e piada. Se é um vicio? óbvio que é, agora tudo tem a ver com o nivel de viciado que somos. Há coisas que me irritam um bocado, confesso. Pessoas que enchem murais com testamentos de privacidade, mas que depois escarrapacham tudo e mais alguma coisa das suas vidas, não faz sentido, isso e textos sobre o cancro que são mais estupidos que o próprio cancro. Como network o Facebook funciona muito bem, já me safei profissionalmente várias vezes, o meu trabalho ganhou bastante divulgação e consegui alguns clientes novos via facebook. Encontrar colegas antigos? já aconteceu encontrar alguns, mas já nem sei se era suposto os ter encontrado. Pedimo-nos amizade, ficámos amigos mas rapidamente são relações que desaparecem tão depressa como aparecem. Já fiz amizades altamente, que hoje em dia conservo, já descobri conteúdos brutais no facebook, que sem ele provavelmente nunca descobriria. Gosto quando se discutem ferverosamente algumas ideias, se mostram pontos de vista diferentes, gosto disso. Depois há a questão do Ego, o facebook inflama egos, e muitas pessoas acabam por viver neste grupo virtual apenas. É nesta parte que acho o facebook deprimente. É triste ver pessoas que não agarram num telefone para falarem com um amigo, que têm uma necessidade extrema de "postar" tudo sobre as suas vidas, os seus sentimentos as suas desavenças e tudo tudo o que se passa nas suas vidas. Pessoal, é tudo treta, tudo virtual tudo descartável. Ontem, fiz anos, há quatro dias atrás tirei a minha data de aniversário da minha página. Tirei de propósito, para não ter 500 pessoas a darem-me os parabéns apenas porque sim. Prefiro sinceramente receber 20 parabéns sentidos, do que 500 que são escritos a correr sem o minimo de significado. Fiquei no entanto impressionado pela positiva. Muita gente lembrou-se efectivamente que fazia anos e muitos telefonaram-me ou enviaram sms. Sou um facebooker, na medida em que o utilizo todos os dias, mas recuso-me a fazer coisas através dele. Não crio grupos para eventos, porque acho que os convites que faço às pessoas que gosto devem ser feitos pessoalmente, à antiga, da mesma maneira que não me sinto convidado via facebook. Estou-me a cagar para fazer declarações de amor no mural para mostrar que estou numa relação seja com quem for. Felizmente (para mim) tenho uma vida fora do facebook e curiosamente as pessoas com quem falo aqui diariamente são as mesmas com quem me encontro nos meus tempos livres, com quem rio e choro, com quem desabafo e dou um abraço. O Facebook é fixe, é verdade que é, mas não deixa de ser uma "muleta" para os que têm perguiça de viver uma vida de verdade. Hoje em dia, quando alguém me diz que não tem facebook, sinto uma certa inveja... admito. Deve ser fixe encontrar pessoas na rua de quem não sabemos nada há anos e meter a conversa em dia. Deve ser fixe alguém ter de nos ligar para saber o que temos andado a fazer. O Facebook é fixe, mas a vida real é mais. Vivam-na, se não qualquer dia olham para trás e passaram mais 10 anos de agarrados a um teclado e a um monitor;)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A SÉRIO?? OU A BRINCAR??


É um facto, este pessoal confunde-me!! Isto é feito a sério ou a brincar? Às vezes a linha que separa estas produções é tão tenue que me deixa confuso... Ok suponho que a porca de Bernardina e dos outros habitantes da casa mais degradante do planeta fazem aqueles telediscos a sério... Mas esta produção da Feira do Fumeiro deixa-me na dúvida. Se é a brincar, grandes tomates tem este rapazito em dar a cara desta maneira, se é a sério... bem se é a sério, é mais um a juntar-se à festa.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ALGARVE SURF


Foi apresentado sábado o mais recente projecto videográfico do surfista Pedro henrique, ex campeão do mundo junior, ex-competidor do WCT e um dos melhores do mundo em Kite surf, que além disso tudo continua com um surf brutal!!! O projecto chama-se Algarve, e está online durante 24 horas para visualização aqui. Eu acabei de o ver agora e agora percebo a sorte que os meus manos algarvios têm durante o inverno!! Estão sem dúvida numa das melhores zonas do país para a surfada, dividindo-se entre costa sul e oeste, opções não faltam. O video está muito fixe, com alto nivel de surf e boa música. Para mim que já não tenho a pachorra que costumava ter para ver surf, talvez esteja um bocado longo e quase sempre no mesmo ritmo, música e surf faltando ali um rasgo de criatividade a cortar o ritmo. As imagens são bonitas e o Pedrinho mostra que o jeito dele não se fica apenas pelo desporto. Acho que falta som natural, vozes, diálogos... O lifestyle está lá, mas se tivesse um bocadinho mais não se perdia nada, que mais não fosse para conhecermos um bocadinho mais dos personagens. Acaba por ser um filme que nos guia pela praias, mas não pelas pessoas. Uma primeira legenda a identificar os surfistas quando eles surfam também dava jeito a quem não os conhece. De resto, acho que estas iniciativas são mais que bem vindas e sim, acho que isto faz mais pelo surf e por nós Portugueses do que levar estrangeiros a feiras internacionais em nossa representação. Entendendo a importância que as auto-caravanas têm no filme, bem como um conhecido hotel de Sagres, gostava de ter visto o melhor Hostel do Algarve, o The Shelter, que não tenho dúvidas que deve ter tido um papel importante neste filme :) Os meus parabéns ao pessoal do Algarve, têm tudo para se sentirem orgulhosos desta produção, um grande abraço ao Pedro Henrique e obrigado por teres tomado a iniciativa. Muitos parabéns principalmente porque imagino a dificuldade que é ser surfista, camera man, produtor e editor ao mesmo tempo!! venham mais! No minimo tão fixes como este.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

AS RODAS DE LISBOA


Muito engraçado este documentário comemorativo dos 50 anos da carris em Lisboa. Nesta altura a Carris era um exemplo a seguir, com quase 6.000 trabalhadores. Parece-me pelo documentário que era uma empresa "muito à frente" no tempo, que se preocupava com os trabalhadores e se orgulhava de estar "ao serviço de Lisboa". Os tempos mudaram, a mentalidade também. É pena. Fica esta valiosíssima recordação, porque cheira-me que não falta muito para acabarem com os nossos eléctricos, que tão caracteristicos são.