
E pronto, foi esta a frase da discórdia. Mais uma vez as damas ofendidas se revoltaram porque "supostamente" estão a dizer mal de Portugal.
Acho muita piada a isto, ninguém levanta a voz quando os nossos nos roubam, nos chulam e nos gozam há décadas. Mas, depois quando alguém de fora, que até pela distância vê as coisas com um sentido critico diferente, cai-lhe tudo em cima. Estas revoltas populares via facebook e redes sociais, não são o espelho de termos muitos licenciados, é o espelho de quem realmente ainda não percebeu que ser licenciado não é o mesmo do que ser formado.
Eu também acho que temos licenciados a mais, daí também termos muito desemprego. Temos excesso de licenciados em direito, em arquitectura, em design, em engenharia... Simplesmente não temos postos de trabalho para tantos licenciados, é um facto não é uma ofensa. Quantos de nós sentem falta de ter um bom mecânico em quem possamos confiar? um canalizador para nos safar uma inundação? gajos das obras competentes, que ao invés de andarem a empatar despacham as coisas a tempo e horas.
Acham que as obras foram invadidas por trabalhadores de leste porquê? se calhar porque trabalham mais do que nós e porque hoje em dia trabalhar nas obras é mal visto. Foi-nos vendido que tinhamos de ser licenciados porque todas as velhas profissões eram mal vistas e não tinham futuro.
Portugal tem excesso de licenciados peneirentos e tem escassez de mão de obra nas mais diversas profissões que não carecem de canudo.
Isto já para não falar que há uma grande parte de professores universitários que são verdadeiros analfabetos e que muitos dos licenciados apenas o são para Portugal subir no ranking europeu. Passa-se de ano por favor, sem método nem esforço, salvo raras excepções.
A formação é necessária, não tanto pelo emprego que se vai arranjar mas mais pela experiência pessoal de cada individuo. Estudar é importante na formação e crescimento mas desenganem-se que ainda é a formula para o sucesso numa vida profissional.
Preferia que em vez de ficarmos todos ofendidos com comentários destes, metêssemos mão à obra para construir um Portugal melhor.