
Poderia ser uma metáfora da nossa vida que assentava que nem uma luva, infelizmente não é só isso.
Acho que todos sabem o que está acontecendo no Brasil, depois da barragem mineradora ter rebentado e a lama tóxica ter começado a invadir o rio doce e chegado ao mar, no que já é considerado o maior desastre ecológico do Brasil e do mundo.
Não foi um fenómeno natural, foi tão simplesmente "mais uma estupidez humana", que cada vez mais tem a ganância na sua mira.
No entanto, e felizmente, nem todos o que se podem fazer ouvir ficam calados. Sebastião Salgado, fotógrafo mundialmente reconhecido e vice-presidente do Instituto Terra,
julga ter uma solução para o Rio Doce, ele que replantou uma floresta na fazenda da sua familia.
Cada vez mais as prioridades se invertem, e enquanto se discute a tomada de posse deste e daquele, enquanto se combate na Síria pelas razões erradas (dinheiro e petróleo) o nosso mundo vai desaparecendo aos poucos e nós estamo-nos a cagar.
Custa-me que não haja mais vozes activas na salvação do nosso habitat, que as vozes da revolta não se façam ouvir mais vezes. Refiro-me obviamente a quem tempo de antena para tal.
Cada vez mais acho que vivemos num mundo louco. Um mundo onde um primeiro ministro é preso e quando sai fazem manisfestações a favor dele (juro que não consigo entender isto), um mundo onde se começa a perceber que a corrupção é a religião, um mundo onde se matam inocentes pela ganância usando o Islamismo como desculpa, um mundo onde os reality shows dominam as televisões, ou dominavam pois parece que a Teresa Guilherme anda triste pela falta de audiência da quinta dos tristes e atrasados mentais da TVI, um mundo onde há cada vez menos solidariedade, amizade, respeito e cada vez mais sede de poder, seja sob que forma seja.
Um grande viva ao Sebastião Salgado, um homem que reencontrou o amor de fotografar nos animais e na Natureza e que mete mãos à obra.
O mundo somos nós...