segunda-feira, 26 de maio de 2014

BEATAS E OUT JAZZ

Tenho lido uns textos do meu amigo Zé Filipe sobre a imundice em que os jardins se tornam aquando do Out Jazz... São milhares de pessoas a fumar e a beber (sendo que é mais fácil apanhar copos que beatas) e mandarem tudo para um suposto "caixote do lixo gigante" chamado chão. Entendo e partilho da sua frustração, o dinheiro que se gasta em limpeza quase que não cobre os custos, sem lucros não vale a pena organizar. O Zé até teve uma excelente ideia de vender uns cinzeiros portáteis para os javardolas meterem as suas beatas. Parece que este fim de semana houve menos javardice. Agora para mim o cerne da questão nem é tanto ser no Out Jazz ou não, é alguns dos fumadores estarem-se a cagar para onde mandam as beatas. É comum ver os fumadores a atira-las pela janela do carro, provavelmente para não sujarem os seus imaculados cinzeiros, é habitual vê-los atirarem beatas pela rua enquanto andam, porque guardar a beata até um caixote próximo dá muito trabalho. Não sou fumador, não sou extremista e tenho muitos amigos fumadores. Acho muito bem que fumem se o quiserem fazer, não critico, é uma opção de cada um. Mas custa assim tanto não ser javardo?? A sério, custa?? custa muito apagar o cigarrinho no cinzeiro do carro, ou numa garrafa de água vazia? Lembro-me de um amigo meu ter ficado muito indignado porque há uns tempo uma amiga atirou um cigarro pela janela do carro em andamento e foi multada em 100€. Pois acho muito bem, quem anda de mota diariamente como eu ando, tenho a certeza que já levou com umas beatas em voo rasante vindas do carro da frente por exemplo. O Out Jazz, levantou o tema, aproveitem e guardem as beatas em sitio próprio, não custa nada. Já agora e visto que a MEO dá o nome ao Out Jazz, também podia comprar umas centenas de cinzeiros personalizados e distribuir gratuitamente pelo pessoal, só lhes ficava bem.

2 comentários:

CAP CRÉUS disse...

Nem acrescento mais nada ao que aqui escreveste.

maldizente disse...

André, isto é um problema de educação. Sou fumador e encontrei uma solução muito simples para não ser javardo: como fumo tabaco de maço, utilizo o plástico que vem no maço para colocar as beatas, já devidamente extinguidas para não queimar nem o plástico, nem os dedos. Ando com aquilo no bolso, e nem o cheiro que fica lá me aborrece. É o meu lixo, ando com ele. E não o faço no Out Jazz, pois nunca fui. Faço quando vou à praia, ao campo e outros locais sem cinzeiros ou recipientes do género.
E dizes bem, são copos e beatas, e imagino que todo o tipo de lixo. E isso é um exemplo, nos demais festivais é igual, assim como nas rotinas diárias. É um problema de educação e maus hábitos